A adolescência é uma fase terrível, né?

Não conheço ninguém que não tenha se apaixonado na sua adolescência, e olha que a adolescência do homem é mais tarde que da mulher.

Eu com 15 anos comecei a gostar de uma garota da igreja, que morava em outra cidade e tinha 13 anos de idade. Nos falávamos por telefone (internet não era algo tão difundido na época, embora eu já tivesse). E quanto mais eu falava com ela, mais eu queria falar. Todo mundo da igreja falava que era melhor eu esperar, que eu era muito novo. Mas na escola, a galera já tava pegando geral há muito tempo e eu nunca tinha nem beijado na boca. Fora que todo mundo falava que formávamos um casal “tão bonitinho”.

Por mais que todo mundo falasse que não era a hora, eu insisti, e dois anos depois de conversas, resolvemos namorar. Eu com 17 anos e ela com 15 anos. Para galera que não é da igreja, de fato é difícil entender nossa visão de relacionamento, namoro e casamento. Mas pra nós, a pessoa namora para se conhecer a outra e pouco tempo depois, deve casar.

E ai, começamos a namorar. Ela era da igreja, também obreira, mas com um formato de família diferente do meu. Ela morava com avós, a mãe, o irmão e a tia. Eu, com família mega tradicional, eu, meus pais e minha irmã. Ela era super madura, e eu um crianção com 17 anos achando que era homem. Coitadim, do BF! Um bebezão de fraldas, praticamente.

Embora fosse legalzinho passear de mãos dadas, que namoro mais sem propósito era aquele, justamente porque eu não tinha finalidade de casar. Eu com 17 anos casar? Como sustentar uma família e uma casa? Bem distante da minha realidade. Namorei por 1 ano e queria terminar, mas ficava com dó dela, por ela não ter pai e uma família complicada. Fora isso, os ciúmes dela me entendiava. Ela tinha ciúme até do ar que eu respirava.

Tudo aquilo foi me cansando e eu caindo na real. Pra quê estou namorando? O que estou fazendo da minha vida? Eu, que poderia aproveitar melhor meu tempo pra mim e pra Deus, estava focando num namoro que não ia virar um casamento porque os dois eram duas crianças e sem condições mentais, físicas e psicológicas pra casar. Um namoro sem futuro. Fomos arrastando aquela situação, eu fui parando de ir na casa dela, de dar atenção. O namoro foi morrendo, graças a Deus. Nada contra ela, uma excelente pessoa, mas aquele namoro foi na hora totalmente errada. Cristão não devem namorar por namorar, mas para casar.

Enfim, eu sai daquele namoro e tinha mais tempo e cabeça para as coisas  de Deus e pra mim, afinal, mulher ciumenta e carente nível hard, ninguém merece.

Moral da história: 

  1. Cristão deve namorar pra conhecer um ao outro e com intenção clara de casar, inclusive com data já pensada (pelo menos o ano que pretende casar).
  2. Namorar na adolescência significa quebrar a cara. Na boa! Não recomendo a nenhum cristão, homem, namorar antes dos 20 anos, e antes de ter um bom trabalho que ele consiga se sustentar. Muleque que pede dinheiro pra pai, pra sair com namorada, pra comprar presente pra namorada, tem que tomar vergonha e ir estudar e trabalhar, pra depois arrumar uma namorada. Se você não consegue sustentar a si, imagina casar e ter que assumir toda uma casa.
  3. Não é porque a pessoa está na igreja, que ela é a ideal pra você.
  4. Não adianta precipitar. As coisas devem acontecer na hora certa. Muitos falam que temos que esperar o tempo de Deus. Na verdade, Deus está sempre pronto, nós é que não estamos, e devemos nos preparar e estar aptos ao que Deus quer para nós.
  5. Não force a barra, meu xófen! Não é porque você faz a vontade de Deus, é um obreiro, pastor ou tem uma responsabilidade na igreja, e a outra pessoa também, que seu relacionamento é da vontade Dele. Deus une propósitos, então reflita!
  6. Eu era obreiro e namorei uma obreira. Certo? Não! Eu sou homem e namorei uma mulher. Você assume um compromisso com a pessoa, não com o uniforme ou o cargo que ela tem na igreja. A pessoa pode ser excelente no cargo que ocupa na igreja e um homem de péssimo caráter ou mulher de péssimo caráter. O uniforme que ela veste na igreja, fica ali. Em casa usa roupas normais, come, bebe, faz necessidade fisiológicas, fica nervoso, bravo, acorda chateado, é feliz, é educado ou mal educado, cortês ou um cavalo. Do lado de fora, aquele obreiro super atuante pode ser um homem preguiçoso e que não gosta de trabalhar. Quando falo homem, mulher também. É com essa pessoa que você vai relacionar, e não com o cargo dela nem com o uniforme que ela usa na igreja. (Não estou falando mal da pessoa que namorei, jamais, por sinal, excelente pessoa), mas fica a dica porque muitos têm essa ilusão e acabam quebrando a cara. Já imaginou essa pessoa sem esse cargo na igreja ou sem esse uniforme? É isso que você deve olhar. O caráter, a fé, as atitudes, o comportamento e não o cargo da pessoa, se é trabalhador, esforçado. O cargo pode ser passageiro, o relacionamento é pra sempre (espera-se).
  7. Antes de saber se realmente é a hora de namorar, pergunte para você. Existem coisas que seriam mais importantes para mim neste momento? Exemplo: se você não é batizado no Espírito Santo, isso deve ser sua prioridade número 1. Avalie se você não está invertendo e passando um namoro na frente de coisas que deveriam ser muito mais importantes, exemplo: ser batizado no Espírito Santo, ser levantado a obreiro, fazer uma faculdade, tirar uma carteira de motorista, fazer intercâmbio em outro país. Passar o namoro na frente dos bois, pode ser uma péssima experiência, dependendo da gravidade, com frutos ruins pro resto da vida. Ainda mais entre adolescentes, que no ímpeto dos hormônios pode chegar a uma gravidez. Sinceramente, tem que ser tudo na hora certa e com a pessoa certa.

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Amanhã, no post do 4º dia do Jejum de Daniel vou falar sobre o maior perrengue financeiro que já passei, que foi quando minha família mudou de cidade. Tempos difíceis, mas que ficaram para trás. Quais lições eu tirei isso? Veja amanhã aqui no blog.

 

3 COMMENTS

  1. Dicas super valiosas, gostei muito da matéria. Me identifiquei bastante, até porque passei por algo parecido quando era mais novo. Ahh, esses adolescentes. Mas tudo valeu como aprendizado!

    • Obrigado, JP!
      Seu feedback é importantíssimo 🙂

      Continue acompanhando aqui no blog. Obrigado pela companhia, meu amigo queridão.

      Abraços,
      Bruno Figueredo

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