Quando vi o anúncio do programa eu achei que teríamos um reality show de empolgar todo mundo.

Fiquei feliz de ver dois amigos influenciadores digitais no meio daquela galera.

Já no primeiro episódio eu achei o programa muito desatualizado para a proposta a que veio.

No terceiro episódio eu tinha a certeza que o programa não atingiria nem de perto o sucesso que já teve no passado.

 

Vou listar 10 erros graves do Aprendiz 2019.

  • Influenciadores digitais

Eu não aprovaria um reality tão longo, de praticamente 3 meses, confinando pessoas que dependem da internet pra sobreviver e pra existirem no formato que existem. Como privar essas pessoas da base de fãs na qual construíram seus nomes, negócios e empresas?

Mas já que resolveram trabalhar com influenciadores, o programa precisava driblar o acesso a internet. Por que não liberar essa galera pra usar todo seu poderio digital?

Limitar o acesso durante as provas, criar mecanismos de isolamento parcial, tudo bem. Mas privar um influenciador da internet e da rede social foi um erro gritante.

Até porque se eles tivessem acesso, talvez mais gente teria se empolgado com essa temporada.

 

 

  • Influenciadores digitais tratados como candidatos a emprego

Na maioria das temporadas anteriores, Roberto Justus estava à procura de um funcionário ou sócio. Os atributos testados durante o programa eram de acordo com as empresas e o perfil profissional do Justus.

Em um reality de influenciadores digitais, na maioria das provas não foram aproveitadas ou testadas as atribuições e qualidade de um digital influencer. As provas foram parecidas com as temporadas anteriores, com cheiro de poeira. Provas de perguntas e respostas? Aff!

O poder de influenciar, criar, arquitetar e promover foram deixados de lado. Senti que quiseram pegar onda na carona dos digital influencers só pela audiência que essa turma poderia trazer ao programa, mas todo lado criativo e de influência foi colocado de lado.

Apenas na última prova eles puderam ser o que de fato são.

Infelizmente o programa anulou o melhor lado dos participantes.

 

 

  • Um coach super estereotipado e prolixo

Quando vi a presença de um coach, imaginei que teríamos uma análise de comportamento super interessante. Mas não. O conselheiro coach é como a maioria dos que vejo por aí. Muito blá blá blá e nada de prático. O José Roberto é muito conceituado e pode ser uma pessoa incrível, um profissional que contribui com o sucesso dos outros. Mas no programa ele foi prolixo, chato, meloso, e não mostrou a que a veio. Ele não agregou. Eu até comecei a segui-lo nas redes sociais e parei. Não gosto desse perfil motivacional vazio que trabalha em cima das carências da população que se basta com pouco ou quase nada. Eu tenho certeza que ele é muito melhor do que foi levado ao ar. Faltou alguém dirigi-lo e faltou bom senso da parte dele de ser mais preciso, enfático. Coach não pode apenas elogiar. Tem que colocar o dedo na ferida e remexer. Pra ensinar muitas vezes é preciso fazer doer para nunca mais doer de novo. Ainda mais em um reality show. Precisa de show!

 

 

 

  • Um apresentador de reality excelente mas muito contido

Eu aprendi a gostar do Roberto Justus apresentador de reality show business forte, pesado, com colocações precisas e severas. “Humilhar” as atitudes idiotas dos participantes era um ponto alto do Aprendiz. Talvez por receio de “acabar” com uma pessoa com milhares ou milhões de seguidores e depois sofrer uma perseguição na internet tenha feito o Roberto Justus ficar muito suave. A gente prefere a versão hard, brava, com a língua solta. Não acredito que a lista de haters poderia crescer, o Roberto já é essa pessoa muito criticada pela mídia, e uma parte até tem razão.

Ninguém jamais criticou o empresário brilhante, mas desceu a lenha quando esse ser humano diferenciado se aventurou a ser um homem do entretenimento ou cantor. Nada a ver! Não tem a cara dele. O Roberto é business e ponto. E excelente por sinal!

 

 

 

  • Um programa semanal?

Para um reality show com influenciadores digitais, faze-lo em um tempo menor talvez deixaria o programa mais quente, fresco e curto. Com duas edições semanais daria mais pique e fôlego. Agora semanal….vish. Uma semana é muito tempo pra esperar por um programa. Um intervalo longo demais.

E já que o programa era com influenciadores, porque não tem uma versão diária na internet com exibição no perfil de todos os participantes e no perfil oficial do programa?

Esse povo não pensa em aproveitar a internet. São muito analógicos ainda.

Cadê as lives com participantes, apresentador e conselheiros?

O programa foi com influenciador, mas deixou a internet de lado. Que contraditório.

 

 

 

  • Prêmios fraquíssimos pós-provas

Lembro das temporadas do Aprendiz na Record em que os participantes ganhavam viagens internacionais e desfrutam de verdadeiras regalias. Se meros mortais mereciam…imaginam os influenciadores digitais que já são acostumados com hotéis 5 estrelas, viagens e todos os mimos.

Quando na primeira prova o povo ganhou uma drenagem… eu quis morrer!

Não tem lógica.

Na prova seguinte o prêmio foi um jantar na casa do Roberto Justus. Oi???? Melhor nem ter essa recompensa. Se tivesse, nem levar ao ar. Vergonhoso para um programa que já teve prêmios muuuito melhores.

 

 

 

  • O Prêmio final foi fraco

Foi o tempo que 1 milhão de reais era um super prêmio. Mais de uma década se passou e os realities continuam apostando no tal 1 milhão. Como que o Erasmo ou uma Alice Salazar vai se empolgar com um programa de 3 meses e um prêmio de 1 milhão? Isso eles ganham nesse período e sem tanto estresse. O prêmio foi defasado para quem já está acostumado com cachês, viagens todas bancadas, casamentos bancados e tudo do bom sempre a disposição.

 

 

 

  • Uma saída sem graça e sem rumo

Infelizmente a Band não tem uma grade como a Globo e a Record, que faz um reality e quando alguém é eliminado a pessoa é recebida e aclamada em uma programa, lava roupa suja, assiste os demais participantes falando dele.

Na Globo a galera assiste no Mais Você, no Faustão, Fantástico.

Na Record o participante da Fazenda, Power Couple, depois vai no Hoje em Dia, Rodrigo Faro, no Porchat (até o ano passado tinha).

Daí a gente só assistia o eliminado falando na semana seguinte, em um programa antes da edição inédita. Apesar de amar a Viviane Ventura, seria melhor outra pessoa conduzir a conversar e colocar fogo. Televisão é show, e tudo ali no programa era muito linear, sem graça.

 

 

  • Muitos participantes sem graça

Eu sei que todo elenco precisa de ter uns mais fortes e outros mais sem graça. Mas o número de participantes sonsos foi grande demais. Poucos ali eram realmente legais e contribuíram com o programa.

Uns 50% ali eram muito fracos. Eu olhava o desempenho. Que povo sem noção. Só posso acreditar que eles são muito bem assessorados.

Eu esperava alguns nomes um pouco mais conhecidos pelo público da internet. Não digo nem pessoas com milhões de seguidores, mas gente que representa melhor a categoria, gente mais forte e que transformasse o programa em um show mesmo. Não teve um violãozinho por ali. Aneiiimmmm!

 

 

  • Um reality no lugar errado

Parabenizo a Band pela exibição do programa. O Roberto Justus foi muito macho de conseguir colocar um programa no ar com uma economia ruim.

Mas o Aprendiz tem cara de TV fechada. O grande público não tem interesse em um programa que se discute empreendedorismo, criatividade. Infelizmente! Eu adoraria que um Aprendiz fosse exibido num horário incrível com 100% dos brasileiros assistindo. Teríamos um povo melhor, mais crítico, mais visionário, mais comprometido com o sucesso. Infelizmente não temos.

 

 

 

Acertos?

Muitos também!

– Um Roberto Justus em um ambiente que ele domina bem. Jamais saia desse campos.

– Viviane conselheira incrível, certeira, pontual, sempre acrescentando. Muito empolgada por ter começado ali e ter crescido tanto.

– O lado apresentadora da Viviane mostrado na edição esquenta do programa era muito legal. Mas poderia ser exibido após o programa. Pro esquenta era melhor alguém mais do artístico e analítico pra botar fogo na fogueira.

– Nome das equipes muito legais

– Patrocinadores interessantes como a Hyundai, IBC, Santander.

– Horário de exibição muito interessante, embora antecedido por um programa religioso. Mas aí é problema da Band e não do programa.

– Edição ágil e empolgante

– Muito legal eles explicarem os termos técnicos usados no programa em legenda, algo copiado do Shark Tank e que funcionou muito bem. Ótimo pra educar as pessoas e estimular até a estudar.

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