A internet nos trouxe tantos benefícios que é difícil até de listar. Muitas pessoas inclusive usam a internet para buscar ajuda para seus problemas, inclusive, doenças como câncer. Há cerca de 2 anos eu acompanho um movimento que admiro muito e que ajuda pessoas por todo esse gigante país: o Combate ao câncer que só no Facebook já agregou mais de 600 mil pessoas. Só quem já teve um caso de câncer na família, sabe o quanto a doença é triste e ajuda das pessoas, familiares e amigos é importante para vencê-la.
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Eu entrevistei o jovem que está por trás deste grande movimento da internet, o estudante de medicina Carlos Cunha Vasconcelos que só tem 22 anos e que se engajou nesta causa após sua mãe enfrentar um câncer. Confira a entrevista!
Bruno Figueredo: Quem é o Carlos Vasconcelos?
Carlos Vasconcelos: Tenho 22 anos e sou recém estudante de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Gosto de internet, redes sociais e tenho um forte amor pela medicina e em ajudar o próximo. Sou do interior de SP, embora minha família seja mineira.

Bruno Figueredo: Como surgiu a ideia do trabalho “Combate ao Câncer” nas Redes sociais?

Carlos Vasconcelos: História longa! Minha mãe teve um câncer raro de medula, o mieloma múltiplo. Na época (2010), faltava informação na internet, não sabíamos direito onde recorrer e em qual site acreditar. As informações e o prognóstico eram horríveis! Minha mãe passou por um período de dois meses na UTI, decorrente de uma infecção generalizada (septicemia) e quase foi a óbito por isso. Após a alta, comecei a me aprofundar no assunto e mergulhei de cabeça no mundo do câncer. Queria me interar de alguma forma com as pessoas, foi aí que tive a ideia de criar um perfil no facebook (http://facebook.com/combatecancer) e outro no twitter (http://twitter.com/combatecancer) para ajudar e captar o maior número de “lutadores” para batalhar junto comigo em favor daqueles que necessitam.
Bruno Figueredo: Qual o perfil das pessoas que assinam sua página no Facebook ou Twitter?
Carlos Vasconcelos: Impossível citar a todos. Vejo muitos estudantes de medicina, familiares de pessoas com câncer, crianças, idosos, ativistas de alguma outra causa que resolveram pesquisar sobre o câncer.
Bruno Figueredo: Quanto o tempo o projeto existe?

Carlos Vasconcelos: O projeto nasceu no dia 30/09/2011. Hoje com dois anos e cinco meses.

Bruno Figueredo: Qual o seu objetivo com este projeto?

Carlos Vasconcelos: Meu objetivo é ultrapassar o mundo virtual, poder ajudar muito mais fisicamente, captar recursos para associações em todo o Brasil e mobilizar pessoas para levantar hospitais que realmente funcionem, cumprir o papel que infelizmente nosso governo não consegue cumprir e deixa muito à desejar.

Bruno Figueredo: Quais as conquistas já obteve?

Carlos Vasconcelos: O reconhecimento é a maior das conquistas. Sou convidado para ir a uma série de eventos, congressos e palestras. Nesses lugares sou reconhecido pelas pessoas, elas sabem da existência do projeto, me parabenizam e se colocam à disposição para ajudar de alguma forma.
Outra grande conquista foi quando estive no senado federal, em Brasília, para representar os pacientes em favor da aprovação da Lenalidomida (Revlimid ®), medicamento aprovado em mais de 80 países e que infelizmente não temos no Brasil.

Bruno Figueredo: Os profissionais de saúde te ajudam neste projeto?

Carlos Vasconcelos: Sim. Os centros de oncologia já recomendam nossa página e site para os pacientes. Muitos nos procuram e mandam mensagem dizendo que fomos indicados por algum(a) médico(a) ou enfermeiro(a). Isso dá credibilidade no nosso trabalho. As grandes ONGs de Combate ao Câncer também nos apoiam nas campanhas.

Bruno Figueredo: Eles te reconhecem como uma figura importante no cenário da saúde no Brasil?

Carlos Vasconcelos: As pessoas no geral tem confiado em nosso trabalho e deposito uma confiança muito grande em cima de nossa página. Isso significa que o trabalho está valendo a pena e estamos no caminho certo. Acredito que toda e qualquer pessoa que apoie a luta contra o câncer pode ser considerada como uma figura importante, ainda mais se tratando do nosso país, que carece de informação e de condutas ao paciente recém – diagnosticado.

Bruno Figueredo: Quem apoia ou já apoiou o seu projeto?
Carlos Vasconcelos: Figuras importantes têm nos dado força no projeto, dentre eles: o cantor Régis Danese, a atriz Bianca Rinaldi, a atriz Letícia Spiller, a escritora Glória Perez, Renê Silva e o jornal A Voz da Comunidade, o Projeto Eu Escolhi Esperar, Nívea Soares, Apóstolo Estevam, Bispa Sônia, Bianca Toledo, Simony, Pr. David Fantazzini, Ana Nóbrega, Paulo César Baruk, cantora Eyshila, Daniela Araújo, a apresentadora Chris Flores, cantor Davi Sacer, a atriz Betty Lago, Giovanna Antonelli e tantos outros.
Bruno Figueredo: Quais os fatos mais interessantes te aconteceram depois do Combate ao Câncer?

Carlos Vasconcelos: Um dos fatos mais emocionantes é que por onde passo as pessoas rapidamente se prontificam a ajudar, divulgando nossa causa e espalhando na rede. Já fui convidado para falar com uma turma sobre como prevenir o câncer através das redes sociais. Com tudo isso só vamos ganhando mais aliados na luta.

Bruno Figueredo: Qual o futuro do Combate ao Câncer?
Carlos Vasconcelos: Nosso objetivo principal é conseguir reunir o maior número de pessoas na rede. Um milhão de curtidas é pouco em relação a grande quantidade de pessoas que morrem todos os dias de câncer em todo o mundo. Tornar a página um reconhecimento internacional faz parte do meu sonho. Fazer com que um grande fluxo de pessoas passem todos os dias por nossas páginas e absorva ao menos dez por cento da informação, isso já faz com que nosso trabalho tenha um significado importante na rede.
Bruno Figueredo: Como as pessoas podem ajudar o seu trabalho?
Carlos Vasconcelos: Curtindo e nos seguindo nas redes sociais, também vale a pena curtir e compartilhar nossas informações. Cada vez que isso acontece, alcançamos um número muito maior de pessoas que podem nos ajudar a espalhar as informações pela internet.

Curta-nos no facebook: facebook.com/combatecancer
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Bruno Figueredo: Carlos faça um pedido pra quem deseja se engajar também na causa do Combate ao Câncer.

Carlos Vasconcelos:  Estamos na batalha do projeto Dodói. Vou explicar o que é.

Todas as crianças têm uma grande vontade de conhecer o mundo e provar tudo que estiver ao seu alcance. Entre 3 e 14 anos é quando elas buscam sua independência, começam a viver novas experiências além, claro, de sonhar em realizar grandes coisas na vida. Não só formam sua personalidade, mas desenvolvem a criatividade e a visão de mundo que terão no futuro.

Quando a criança é diagnosticada com câncer, além do medo, sentimento de impotência e desamparo gerado pelos longos períodos de hospitalização, toda aquela vontade de conhecer o “novo” e desbravar o mundo se perde e fica limitada.

Com o objetivo de devolver às crianças a capacidade de sonhar, brincar, desenvolver sua criatividade e de humanizar o atendimento, do diagnóstico até o final do tratamento, nasce o projeto DODÓI, uma iniciativa da ABRALE com apoio do Instituto Maurício de Souza.

Com os personagens da Turminha da Mônica, através de atividades lúdicas – importante ferramenta de expressão e elaboração da experiência vivida – o brincar se torna uma poderosa forma de autoterapia, capaz de se transformar em um importante instrumento na busca de uma melhor e mais rápida recuperação. Tudo com o uso do kit criado especialmente para o projeto.

O KIT vem com:

– Boneco (Mônica ou cebolinha)
– Gibi
– Revista de atividades
– Jogo da memória e de trilha
– Cartões de sensações e sentimentos
– Escala de dor
– Cartazes

As crianças do ITACI  (Instituto de tratamento do câncer infantil em São Paulo)serão as primeiras a serem beneficiadas pelo projeto dodói.

 

Como ajudar? 

Estamos usando a plataforma de financiamento colaborativo Catarse. Em menos de 2 semanas, o tempo irá encerrar e ainda faltam mais de 11 mil reais a serem arrecadados. Caso não atinjamos os R$25 mil reais, o dinheiro é devolvido aos contribuintes, mas queremos muito ajudar estas crianças e contamos com o seu apoio. Acesse www.catarse.me/pt/dodoi faça sua doação. Doe R$10,00 e faça a diferença. Também compartilhe com amigos e familiares. Você não imagina o bem que estará fazendo à estas crianças.

 

Bruno Figueredo: Valeu Carlos! Eu acabei de fazer minha doação e sei que vamos sim conseguir atingir esta meta. Sucesso!

 

E se você conhece alguém que tem feito a diferença na internet, deixe seu comentário que tentaremos entrevistá-la.

 

Uma ótima semana!

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